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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CPI do Cachoeira pedirá bloqueio de 140 milhões em bens

Carlinhos Cachoeira

Objetivo é impedir a venda e a transferência de bens adquiridos com dinheiro de fraude em licitações e jogo ilegal

A CPI do Cachoeira deverá pedir nesta quarta-feira ao Ministério Público Federal de Goiás que determine novo sequestro de bens de integrantes da quadrilha comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O objetivo é impedir a venda e a transferência de bens adquiridos com dinheiro de fraude em licitações e jogo ilegal. O pedido será feito por ofício, endereçado aos procuradores Daniel Salgado, Marcelo Batista e Léa Batista, responsáveis pelas operações Monte Carlo e Vegas da Polícia Federal, e ao juiz federal Alderico Rocha.

O presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), o relator Odair Cunha (PT-MG), o vice-presidente Paulo Teixeira (PT-SP) e o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) se reuniram no início da noite desta terça-feira para assinar o documento. Segundo os parlamentares, o primeiro pedido de sequestro de bens, expedido em fevereiro na época da prisão de Cachoeira, não contemplou a totalidade de bens rastreados pela Polícia Federal e pela CPI.

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Desta vez, os parlamentares querem acionar 29 pessoas e três empresas que atuariam para ou como laranjas de Cachoeira. No ofício, os parlamentares solicitam o bloqueio de mais de 168 bens, que formam um patrimônio estimado em mais de 140 milhões de reais. Também será solicitada a entrega de passaportes dos 81 denunciados na ação penal, sob pena de prisão preventiva.

Relatório – O ofício é endossado por novo relatório da Polícia Federal encaminhado à CPI, além de reportagem do jornal Correio Braziliense, que mostrou que a quadrilha tem se movimentado para se desfazer do patrimônio rastreado pela Justiça.

Segundo o relator Odair Cunha, na semana que vem, a cúpula da comissão deve se encontrar com os procuradores Daniel Salgado e Léa Batista para compartilhar documentos da CPI. O acordo, estabelecido em reunião da comissão no mês passado, pretende tornar mais ágil as investigações através do Ministério Público, uma vez que os trabalhos da CPI no Congresso encontram-se suspensos até as eleições municipais de outubro.


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