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domingo, 19 de agosto de 2012

CUIDADO COM A DESCIDA DA ' BRIGADEIRO LUIS ANTÔNIO'

Renato Dutra

Chegada 

Na São Silvestre , é importante ficar atento à descida - VEJA .COM.BR

Professor escreve sobre corridas e saúde - atividade física e bem-estar

Caro amigo corredor, mais um ano se passou. E chegamos novamente naquela época do ano em que muitos estão em fase final de preparação para a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre.

Como o leitor já deve saber, os organizadores alteraram o percurso, pois alegam que já não é mais viável realizar o evento na Avenida Paulista. É claro que esta mudança vem provocando muita polêmica. Afinal, muitos defendem que a chegada na Paulista é justamente a marca registrada da prova. Controvérsias à parte, quero destacar um detalhe muito, mas muito importante. Se antes o corredor deveria estar mais bem preparado para encarar subidas, como a da conhecida Rua Brigadeiro Luís Antônio, agora o mais interessante é estar adaptado às descidas.
Participei de uma sessão de treino com um grupo de corredores e ficou clara a necessidade de estar preparado para suportar uma descida forte no final da prova, que é exatamente aquilo que acontecerá no dia 31 de dezembro. Agora, o participante terá um novo desafio: descer a Brigadeiro Luís Antonio nos trechos finais da São Silvestre. Apesar de parecer mais fácil, correr em descidas e com as pernas sob grande fadiga requer uma preparação diferenciada.

Já conversei com diversos profissionais da Educação Física e o discurso é bem consistente: “Temos que treinar subidas, mas principalmente descidas!”. Há uma enorme diferença entre realizar tiros em subidas para depois descer trotando leve e subir devagar e descer rápido. Além da maior exigência na coordenação motora, os impactos e as microlesões (responsáveis por deixar a musculatura dolorida por 2 ou 3 dias) aumentam consideravelmente. Mas há uma luz no fim do túnel.

Um estudo1 feito por pesquisadores franceses revelou que, de fato, os treinos em descidas provocam maior estrago na musculatura – sete dias depois, porém, o organismo está completamente recuperado e a repetição deste treinamento faz com que o corpo fique mais protegido contra novas agressões.

Portanto, ainda dá tempo de realizar pelo menos uma sessão preparatória para a fase final da São Silvestre e assim estar bem adaptado à “descida da Brigadeiro”!
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